Alternativas ao Bitly em português
A resposta curta: se você só encurta um link de vez em quando, o TinyURL resolve de graça. Se precisa medir e usar a sua marca no link, a escolha real é entre pagar em dólar por uma ferramenta estrangeira ou usar uma brasileira em real. O resto do texto é para você decidir qual dos dois casos é o seu.
Declaração de interesse: este site é mantido pelo Redireto, que aparece na comparação abaixo. Escrevemos os pontos fracos dele junto com os fortes e mantivemos os concorrentes descritos pelo que fazem bem. Ainda assim, leia sabendo disso e confira você mesmo antes de assinar qualquer coisa.
Antes de comparar: você precisa mesmo de um encurtador?
Vale começar por aqui porque, em boa parte dos casos, a resposta é não. Três situações em que você não precisa contratar nada:
- Você quer só um link clicável no perfil do Instagram. O próprio Instagram aceita até cinco links no perfil, com um nome para cada um. É gratuito e não depende de serviço nenhum continuar existindo.
- O link é longo mas ninguém vai digitar. Se ele vai ser clicado, e não lido em voz alta ou copiado de um cartaz, o tamanho importa pouco. Encurtar aí só serve para medir cliques.
- Você já mede tudo no Google Analytics. Para saber o que acontece dentro do seu site, o Analytics é mais completo e é gratuito. O encurtador mede o que acontece antes de a pessoa chegar lá.
O encurtador passa a valer a pena quando você publica links com frequência, precisa saber qual post trouxe gente, quer que o link mostre a sua marca ou precisa trocar o destino de um link que já está impresso ou já foi enviado.
A comparação, serviço por serviço
Não há preços nesta página de propósito: eles mudam com frequência e uma tabela desatualizada é pior que nenhuma. Confira o valor atual na página de cada serviço antes de decidir.
| Serviço | Onde ele é bom | Onde ele incomoda | Faz sentido para |
|---|---|---|---|
| BitlyEstados UnidosInterface em inglês, com partes traduzidas | É o mais conhecido do mundo. Painel maduro, integrações com quase tudo, QR code incluso. | O plano gratuito tem cota mensal de links e já mudou várias vezes. Domínio próprio só nos planos pagos, e a cobrança é em dólar. | Quem já usa há anos, trabalha com equipe internacional ou precisa de integração pronta com ferramenta gringa. |
| TinyURLEstados UnidosInterface em inglês | Encurta sem criar conta, aceita apelido personalizado de graça e nunca some. É o mais simples de todos. | Métricas fracas na versão gratuita e nenhum recurso além do encurtamento em si. | Link avulso, uma vez, sem intenção de medir nada. |
| Cutt.lyPolôniaTem versão em português | Plano gratuito com estatísticas decentes e interface traduzida. Popular no Brasil por isso. | Domínio próprio e relatórios mais fundos ficam nos planos pagos, também em moeda estrangeira. | Quem quer sair do Bitly sem gastar e não se incomoda com painel de fora. |
| RebrandlyIrlandaInterface em inglês | Foi feito em volta do domínio próprio: se o seu objetivo é ter links com a sua marca, é o mais completo nesse ponto específico. | Cobra por volume de cliques, o que assusta quando uma campanha estoura. Sem foco em link na bio. | Empresa que só quer links de marca e tem quem administre isso. |
| LinktreeAustráliaTem versão em português | Virou sinônimo de link na bio. Página pronta em cinco minutos, plano gratuito generoso para o básico. | Não é encurtador. E a página gratuita carrega a marca deles, o que em perfil comercial pesa. | Quem só precisa da página de links e não vai medir nada além do total de cliques. |
| Encurtadores brasileiros gratuitosBrasilPortuguês | Gratuitos, em português, sem cadastro. Resolvem o link avulso e o suporte fala a sua língua. | Sustentabilidade incerta: serviço gratuito sem plano pago pode sair do ar, e aí todos os links já publicados quebram de uma vez. | Uso pontual. Evite para material impresso ou link que vai ficar anos no ar. |
| RediretoBrasilPortuguês | Encurtador, página de link na bio, QR code editável e envio de arquivo na mesma conta, com contagem de cliques em tudo. Os links saem como redire.to/exemplo ou no seu próprio domínio, e a cobrança é em real. | É mais novo que os outros da lista e tem menos integrações prontas com ferramentas estrangeiras. | Quem cansou de manter três assinaturas em dólar para fazer o que é, no fundo, a mesma coisa: publicar um link e contar clique. |
Os quatro critérios que realmente decidem
1. O link vai sair do ar se o serviço fechar?
Este é o critério que quase ninguém olha e que dói mais. Um link curto é um redirecionamento hospedado por outra pessoa. Se o serviço fecha, muda de dono ou apaga links antigos, tudo que você publicou deixa de funcionar de uma vez: posts antigos, cartões de visita, adesivos, cardápio impresso. A proteção real contra isso é usar domínio próprio, porque aí o endereço é seu e você pode apontá-lo para outro sistema.
2. A cobrança é em real ou em dólar?
Ferramenta estrangeira cobra em dólar, e o valor da assinatura muda todo mês junto com o câmbio, além de entrar no IOF do cartão. Para uso pessoal a diferença é pequena; para uma agência com dez clientes, não é.
3. Dá para trocar o destino depois?
Se o link vai para material impresso, QR code de vitrine ou etiqueta de produto, isso deixa de ser conveniência e vira requisito. Sem essa possibilidade, qualquer mudança de campanha significa reimprimir tudo.
4. Você precisa de uma ferramenta ou de três?
A conta que costuma passar despercebida: muita gente paga Linktree para a página de links, Bitly para os links curtos e um gerador de QR code à parte, que no fundo fazem a mesma coisa por baixo — redirecionar e contar clique. Se for o seu caso, junte antes de comparar preço unitário.
E os encurtadores que pagam por clique?
Boa parte de quem procura "encurtador de link" no Brasil está atrás de outra coisa: serviços que pagam por clique. Eles funcionam mostrando uma tela de anúncio antes de liberar o destino e dividindo a receita com quem publicou.
É um modelo legítimo, mas é outro produto, com outro objetivo. Para divulgar um negócio ele trabalha contra você em três frentes: o visitante vê propaganda de terceiros antes do seu conteúdo, boa parte desiste na tela de espera, e esses domínios são bloqueados com frequência pelas redes sociais, justamente por serem usados em massa por spam. Se o seu objetivo é vender ou divulgar, essa categoria inteira não é para você.
O resumo, sem rodeio
- Link avulso, uma vez: TinyURL, ou nem isso.
- Só a página de links do perfil: os cinco links nativos do Instagram e, se faltar espaço, Linktree.
- Equipe internacional, integrações prontas: Bitly continua sendo o padrão do mercado.
- Só links de marca, em escala: Rebrandly.
- Tudo junto, em português e em real: é onde o Redireto foi feito para entrar.
Perguntas rápidas
- O Bitly ficou pago?
- Não: o Bitly mantém um plano gratuito. O que mudou ao longo dos anos foi a cota de links por mês e quais recursos ficam de fora dele. Domínio próprio, por exemplo, sempre exigiu plano pago.
- Existe encurtador de link brasileiro e gratuito?
- Existem vários, e eles funcionam bem para uso avulso. O risco não é técnico, é de continuidade: quando um serviço gratuito sem receita fecha, todos os links curtos já publicados param de funcionar ao mesmo tempo, inclusive os impressos.
- Qual a diferença entre encurtador e link na bio?
- O encurtador transforma um endereço longo em um curto que leva a um único destino. A página de link na bio é uma página só sua com vários botões, feita para caber no campo de link do perfil. São coisas diferentes e muita gente precisa das duas.
- Encurtador de link atrapalha o SEO do meu site?
- Não, desde que o redirecionamento seja 301. O Google trata o 301 como permanente e repassa o sinal para o endereço final. O problema aparece com redirecionamentos temporários mal configurados ou com encurtadores que colocam uma página de anúncio no meio do caminho.
- E os encurtadores que pagam por clique?
- São serviços de arbitragem de anúncio: mostram propaganda numa tela intermediária e dividem o valor com quem gerou o clique. Eles têm outro objetivo e outro público. Para divulgar seu negócio eles são um tiro no pé, porque o visitante vê propaganda antes do seu conteúdo e as redes sociais bloqueiam esses domínios com frequência.